A BYD prepara a picape Mako e o hatch Dolphin GT DM-i para 2027, ambos híbridos plug-in flex. A estratégia leva a marca para segmentos dominados por Fiat, Chevrolet e Volkswagen, aproximando seus carros de quem ainda depende de combustível em viagens longas.
A fabricante já soma 193.262 emplacamentos no Brasil até outubro de 2026, com 8,02% do mercado de automóveis e comerciais leves. Agora, a disputa passa também pela variedade de modelos e pela produção nacional.
BYD aposta em híbridos para contornar a recarga
A BYD combina carros elétricos e híbridos porque os pontos de recarga seguem concentrados no Sul e no Sudeste. Dos 29.866 pontos públicos e semipúblicos contabilizados no país, 66,7% estão nessas duas regiões. Para você, um híbrido plug-in significa poder usar eletricidade no trajeto diário e recorrer ao combustível em viagens.

BYD Dolphin G DM-i (2026)
O sistema PHEV combina motor elétrico e motor a combustão. Em determinadas condições, o motor a combustão também pode gerar energia para a bateria. Isso reduz a dependência de carregadores em rotas afastadas dos grandes centros, embora o consumo real dependa do uso e da recarga disponível.
A experiência de vendas ajuda a explicar a aposta: até outubro, o Dolphin Mini somou 69.031 emplacamentos, e o Dolphin, 40.670. A GWM também mostra a força dos híbridos com 44.670 unidades do Haval H6 no acumulado. O dado indica que há espaço para diferentes tecnologias, inclusive em faixas de preço mais altas.
Mako mira Fiat Toro e Ram Rampage
A Mako foi desenvolvida com foco no Brasil e deve usar componentes da família Song. A configuração prevista combina sistema híbrido plug-in e motor 1.5 aspirado flex. A picape disputará clientes da Fiat Toro e da Ram Rampage, mas ainda não teve preço ou ficha técnica completa divulgados.

BYD Dolphin G DM-i (2026)
Esse ponto pesa na compra. Sem preço, potência, capacidade de carga e consumo oficial, ainda não dá para comparar o custo total da Mako com os rivais. Para quem usa picape no trabalho, a capacidade de carga e a rede de assistência podem pesar tanto quanto a economia de combustível.
A BYD também testa uma picape menor, voltada a modelos como Fiat Strada e Chevrolet Montana. A chegada de mais uma opção pode ampliar a disputa em um segmento de grande volume, mas o projeto ainda está em desenvolvimento.
Dolphin GT DM-i pode ampliar a briga dos compactos
O Dolphin GT DM-i será um hatch híbrido plug-in, com motorização flex e produção nacional prevista. O modelo já passa por testes no Brasil e tem preço estimado em cerca de R$ 130 mil. A faixa pode atrair quem busca um compacto eletrificado, mas prefere manter o abastecimento como alternativa.

BYD Dolphin G DM-i (2026)
O nome lembra o Dolphin elétrico, mas a proposta é diferente. O GT DM-i pode disputar compradores dos próprios carros elétricos da BYD e de hatches a combustão. Até a divulgação dos dados de consumo, potência e equipamentos, o valor estimado oferece apenas uma referência inicial, não uma comparação completa.
Camaçari pode influenciar oferta e preço
A fábrica de Camaçari, na Bahia, é peça central para produzir os novos modelos no país. A BYD trabalha para colocar em operação áreas de estamparia, soldagem e pintura. A empresa também busca elevar a participação de componentes nacionais para mais de 50% no início de 2027.

BYD Dolphin G DM-i
O plano industrial prevê ampliar a capacidade da unidade: o projeto citado pela empresa parte de 150 mil veículos anuais, passa por 300 mil e mira até 600 mil. A expansão pode melhorar a disponibilidade dos carros e reduzir a dependência de conjuntos importados, mas não garante queda imediata nos preços.
Para acompanhar a entrada da marca em outros segmentos, veja também os emplacamentos do BYD Atto 2. Já a picape média da Ford prevista para 2027 mostra que a disputa por esse tipo de comprador deve crescer.
A disputa agora depende de preço e produção
A Fiat lidera o mercado acumulado até outubro, com 19,44% de participação, seguida pela Volkswagen, com 16,05%. A Chevrolet tem 10,5%, mais próxima dos 8,02% da BYD. Mako e Dolphin GT ampliam a presença da chinesa, mas preço, consumo, assistência e oferta serão decisivos para transformar lançamento em vendas.
