Os novos Volkswagen Meteor Ultra chegam a até 540 cv e prometem reduzir em até 5% o consumo de combustível, segundo a fabricante. A expansão também inclui caminhões Constellation com novas configurações, ampliando as alternativas para transporte de longa distância e operações de construção.
Apresentada na Fenatran 2026, a linha reúne modelos rodoviários e vocacionais. Os preços não foram informados, então o impacto no custo de compra e na operação ainda depende das condições comerciais e do uso de cada transportadora.
Volkswagen Meteor Ultra recebe motor D26 de até 540 cv
Os Meteor Ultra 28.500 6×2, 28.540 6×2 e 29.540 6×4 passam a integrar a oferta de extrapesados da Volkswagen Caminhões e Ônibus. O motor D26 Ultra também equipa versões Constellation e entrega até 540 cv e 2.650 Nm de torque.
Na prática, potência e torque ajudam a movimentar cargas pesadas em rotas rodoviárias, mas o resultado depende da carga, do relevo e da condução. A fabricante declara redução de até 5% no consumo. O número é uma promessa de fábrica, não um resultado independente para todas as condições de uso.
- Meteor Ultra 28.500 6×2: configuração para transporte rodoviário com tração 6×2.
- Meteor Ultra 28.540 6×2: versão com 540 cv e dois eixos traseiros, sendo um deles de tração.
- Meteor Ultra 29.540 6×4: configuração com tração nos dois eixos traseiros, voltada a aplicações que exigem maior capacidade de tração.
A mesma motorização chega aos Constellation 20.500 4×2, 25.500 6×2, 33.500 6×4 e 33.540 6×4. A variedade de chassis permite escolher o arranjo conforme a carga e a operação, em vez de concentrar a oferta em uma única configuração.
Constellation 25.380 volta às opções 6×2 e 8×2
O Constellation 25.380 retorna nas configurações 6×2 e 8×2, com motor MAN D26 de 380 cv e 1.700 Nm. A transmissão automatizada V-Tronic administra as trocas de marcha e pode reduzir o esforço do motorista em trajetos longos e repetitivos.
A Volkswagen indica o modelo para carga seca, implementos baú e transporte de líquidos em tanques. A fabricante também informa melhorias de conforto, dirigibilidade e capacidade de carga, sem divulgar números específicos para essas alterações.
Outra novidade da família é o Constellation 20.480, descrito pela VWCO como o cavalo-mecânico 4×2 mais potente do segmento. Ele tem 480 cv, 244,7 kgfm de torque e PBT de 56 toneladas. Esses números ajudam a situá-lo na gama, mas não substituem uma comparação de preço, consumo e capacidade útil com concorrentes.
Constellation 36.320 8×4 mira construção e infraestrutura
O Constellation 36.320 8×4 é a primeira configuração desse tipo produzida de fábrica pela VWCO. O caminhão usa motor de 315 cv e 1.200 Nm, tem PBT técnico de até 36,2 toneladas e pode receber caçamba, betoneira ou bomba de concreto.
O modelo também traz REPTO de fábrica. Esse recurso transfere potência do motor para equipamentos auxiliares, como sistemas instalados no implemento. Para o operador, a integração de fábrica pode simplificar a especificação do conjunto, embora a escolha final dependa do equipamento e do tipo de serviço.
O Constellation 31.320 6×4 recebe transmissão automatizada V-Tronic e opção de REPTO. Já os modelos 27.320 e 31.320 ganham versões 8×4 para construção civil e infraestrutura. A oferta contempla desde coleta de resíduos até aplicações com implementos pesados.
Consumo, freios e configuração pesam na conta da frota
A promessa de até 5% menos consumo do D26 Ultra pode representar economia relevante em operações de alta quilometragem. O cálculo, porém, exige comparar veículos com carga, rota, velocidade e manutenção semelhantes. Sem preço de compra e dados de uso padronizados, ainda não dá para medir o prazo de retorno da troca.
A gama Meteor também recebe freio retarder, que auxilia a frenagem em descidas de serra. O equipamento pode reduzir a exigência sobre os freios de serviço em trechos prolongados, um ponto importante em rotas brasileiras com aclives, declives e cargas elevadas.
Para o gestor, a escolha envolve mais do que potência. Configuração de eixos, tipo de implemento, disponibilidade de assistência e consumo real influenciam o custo por quilômetro. A VWCO não divulgou preços nem comparativos de eficiência com caminhões rivais, por isso a decisão de compra ainda depende de cotações e testes na operação.
A Fenatran também reúne novidades de outras fabricantes e tecnologias para o transporte comercial. A feira ajuda a acompanhar mudanças no setor, assim como a expansão da produção de transmissões para caminhões no Brasil, tema abordado nesta reportagem sobre a transmissão I-Shift produzida em Curitiba.
Mais opções, mas a economia depende da rota
Com o Meteor Ultra de até 540 cv, o retorno do Constellation 25.380 e novas versões vocacionais, a Volkswagen amplia as alternativas para diferentes missões de transporte. Os dados técnicos definem a capacidade de cada configuração; o custo real dependerá do preço, da carga e do consumo medido pela frota.
Na hora de renovar os caminhões, a pergunta decisiva continua sendo simples: qual configuração entrega o menor custo por quilômetro na sua operação?
